Não devemos encarar a umbanda como um sub-ramo do candomblé ou kardecismo ou como uma dissensão católica. Na verdade, estudos bastantes sérios, mostram a umbanda como a religião ancestral de indígena (ritual do catimbó), à qual foram juntados elementos das outras correntes religiosas (africanas, católica e espírita).
Dos indígenas, ela adotou a nomenclatura nagô para elementos do culto (comidas, oferendas) e para algumas entidades, os orixás.
Do Catolicismo, ela adotou o reconhecimento da figura do Cristo e de seu ideal de Amor e Caridade.
Do Kardecismo , ela adotou à práxis do exercício mediúnico, engajado ao ideal de Amor e Caridade, levando à evolução espiritual de humanidade.
No Candomblé, o culto é dirigido ao orixá, como parte de uma ordem estruturada e preestabelecida. Na umbanda, esse aspecto devocional - prático limita-se a algumas orações cantadas (pontos) ou recitadas no início de um culto para que, a seguir como médium, o fiel preste-se a permitir o contato temporário dos assistentes com a hierarquia espiritual admitida pelo credo.
Certos elementos do culto são básicos, independentes das diferenças que haja entre uma casa e outra. Dentre estes, podemos destacar a existência de um Deus Criador, uma Trindade, um setentrião de deuses emanados do Primeiro Princípio, entidades tutelares de forças naturais, a estrutura do ritual e a mediunidade, esta aliás, nunca praticada nos cultos iorubás.
Mediunidade na Umbanda
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