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Obá


Orixá feminino muito forte e enérgico. Seus filhos buscam sucesso material com grande avidez e cuidado, para não perderem nada.

Dia sa Semana: Quarta-feira
Cor: Rosa
Número de Axés: 07, 14, 89, etc...
Comida: Milho cozido com 07 tiras de coco fatiado (Axoxó)
Guias: contas rosa
Parte do corpo que Obá rege: orelha e aparelho auditivo
Ferramentas: punhal, gilete, navalha, facão.
Ave: galinha cinza e casal de galinhas d'angola
Pombo: cinza escuro
Quatro - pé: cabrita clara e mocha
Peixe: pintado.
Lugar de Oferendas: cemitérios, mato, estradas e beira de rios com corredeiras.
Frutas: abacaxi e romã
Bicho de estimação:
Flor: rosas cor salmão
Função: demanda e dano
Sobrenomes de Orixás: Orim, Dilê, Dê, Bi, Obaní, Bomí, Bomoré, Tumiké, Ladê, Insu, Anagô
Características: tem só uma orelha
Apelido: Menina
Doce: doce de abacaxi
Ervas: Arruda
Santo que a representa: Santa Catarina
Saudação: Echó
Dia do Ano: 25 De Novembro

Orixá guerreira dança como se estivesse empunhando uma navalha, cortando os males. É muito forte e enérgica, possui entre seu axé o corte, tendo entre seus objetos mágicos a navalha e um facão. Está associada a tudo o que lembre máquinas e movimento, pois é a dona da roda. Uma das esposas de Xangô, divindade das pedras das encostas. Orixá de grande poder e sabedoria. É originária da terra de Takua, onde era filha do rei Obatilia. Apesar de ser um orixá feminino tinha um corpo atlético e musculoso, desafiou alguns orixás masculinos à luta e saiu vitoriosa de vários.

Características Positivas: Seus filhos são pessoas justas, honestas, equilibradas, fiéis, educadas e competentes. São grandes conselheiros e de grande sobriedade.

Características Negativas: Gostam de intrigas e de uma boa briga. Ciumentas, invejosas, são sempre muito interesseiras e reclamam demais.

Lendas

Certa vez desafiou Ogum para um combate. O guerreiro, porém antes da luta foi consultar um Babalaô, que o ensinou a fazer uma pasta de milho e quiabo pilados. Ogum esfregou esta pasta no local destinado ao combate. Obá perdeu o equilíbrio, escorregou e caiu no chão. Ogum aproveitou-se disso e ganhou a luta.

Mais tarde, quando Obá tornou-se a terceira mulher de Xangô, uma grande rivalidade não demorou a surgir entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante; Obá era mais velha e usava roupas fora de moda, fato que nem chegava a se dar conta, pois pretendia monopolizar o amor de Xangô. Com este objetivo, sabendo que Xangô era guloso, procurava sempre surpreender os segredos das receitas de cozinha utilizadas por Oxum, a fim de preparar as comidas de Xangô. Oxum, irritada, decidiu pregar-lhe uma peça e, um belo dia, pediu-lhe que viesse assistir um pouco mais tarde, à preparação de determinado prato que, segundo lhe disse Oxum maliciosamente, realizava maravilhas junto a Xangô. Oxum, tendo a cabeça atada por um pano lhe escondia as orelhas, cozinhava uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou-os à sua rival, dizendo-lhe que havia cortado as próprias orelhas, colocando-as para ferver na panela, a fim de preparar o prato predileto de Xangô. Este, chegando logo, tomou a sopa com apetite e deleite e retirou-se, gentil e apressado, em companhia de Oxum.

Na semana seguinte, era a vez de Obá cuidar de Xangô. Ela decidiu pôr em prática a receita maravilhosa: cortou uma de suas orelhas e cozinhou-a numa sopa destinada ao seu marido. Este não demonstrou nenhum prazer em vê-la com a orelha decepada e achou repugnante o prato que ela lhe serviu. Oxum apareceu, neste momento, retirou seu lenço e mostrou que suas orelhas jamais haviam sido cortadas nem devoradas por Xangô. Começou, então, a caçoar da pobre da Obá, que, furiosa, precipitou-se sobre sua rival. Segui-se uma luta corporal entre elas. Xangô, irritado, fez explodir o seu furor. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam os seus nomes. No local de confluência dos dois cursos de água, as ondas tornam-se muito agitado em conseqüência da disputa entre as duas divindades.



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