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Audiência pública condena agressões ao candomblé
(notícia de 14/2/2001)

Organizado pela Cecad, pela primeira vez em um terreiro de candomblé, o ato foi um manifesto contra à intolerância religiosa

Principais alvos de ataques de bispos e pastores evangélicos, os adeptos das religiões afro descendentes tiveram na noite de sexta-feira, 16/05/2003, mais um ato de solidariedade e defesa de suas tradições. Pela primeira vez, a Comissão Especial para Assuntos da Comunidade Afro Descendente da Assembléia Legislativa da Bahia (Cecad), realizou Audiência Pública em um terreiro de Candomblé, para discutir a intolerância religiosa. A audiência foi convocada para manifestar repúdio ao acirramento das campanhas contra as religiões de origem africana, promovidas pelas Igrejas Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus e Deus é Amor. Além de cultos televisivos ofensivos e panfletos pejorativos distribuídos por evangélicos, atualmente também vêm ocorrendo para agressões físicas e morais diretas, segundo denúncias apresentadas durante a audiência.

O evento ocorreu no Terreiro Tumbenci, localizado no bairro Tancredo Neves, em Salvador e teve a presença de Geurena Passos Santos, Yalorixá do terreiro Tumbenci, Eldon Araújo Lage, ogã do Terreiro São Roque, Raimundo Konmannanjy, presidente do ACBANTU, Celeste Alcântara Arruda, Yalaxé do Terreiro São Bento, e o deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB-BA), membro titular da Cecad. A cerimônia foi dirigida pelo deputado estadual Emiliano José (PT-BA), que atualmente preside a Comissão.

O deputado Emiliano José, presidente da Cecad, disse que a realização dessa audiência pública é um feito inédito.
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