São várias funções do pajé, sacerdote, curandeiro ou médium: desfazer malefícios e curar doenças, usando remédios, imposição das mãos (passes) ou sortilégios, onde defumações ocupam lugar de destaque.
Também são porta-vozes dos espíritos, sejam ancestrais ou tutelares naturais, e exercem essa função quase sempre através de práticas mediúnicas. Não é outra função do pai-de-santo na umbanda, tampouco são outras suas crenças.
O culto do catimbó, hoje quase desaparecido é o que une a religiosidade indígena à umbanda. Catimbó, literalmente significa mata do timbó, o cipó que o indígena utilizava para entorpecer os peixes e apanha-los com mais facilidade.
Tudo indica a analogia. A mata para o indígena é a região dos espíritos nela interpenetram-se os mundos visível e invisível.
Realmente, um médium , principalmente na umbanda, antes de se tornar porta-voz efetivo de das entidades sobrenaturais, passe pôr estágios de semitorpor, ficar tonto. Aliás, ainda hoje se procura nos terreiros estimular e apressar este estado entorpecendo o médium ao faze-lo girar rapidamente.
Medicina, consolo e orientação dos humildes, e entre os menos favorecidos que a "nova prática " cria raízes. Na década de 40, porém já havia chegado até a chamada classe média, e hoje, entre seus praticantes (como o candomblé) estão representadas todas as camadas culturais e sócio- econômicas brasileiras.
Conteúdo gentilmente cedido pelo site As Raízes da Umbanda.
|