EBÓ DE BARÁ 2014 -
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Obrigações de Iniciação

02. Bori

O Bori de aves é a obrigação em que o filho-de-santo reafirma sua convicção dentro da religião. É feito como uma preparação para o aprontamento, ou como um "reforço de cabeça", que tem como objetivo melhorar as condições gerais do filho-de-santo. Na obrigação do bori são consagrados alguns objetos que juntos também se chamam bori: uma manteigueira de vidro ou porcelana, 01 moeda antiga, alguns búzios (de acordo com o número de axé do orixá) e 01 quartinha (espécie de vaso de barro com tampa). Estes objetos são colocados dentro de uma vasilha, juntamente com as guias e recebem o sangue (axorô) dos animais sacrificados, vasilha esta que fica no colo do filho que está sendo borido, enquanto este fica sentado no chão.O Babalorixá faz as marcações no corpo do filho da mesma forma que foi feita no aribibó, com a diferença de serem sacrificados além de pombos, galos ou galinhas, de acordo com o orixá dono da cabeça do filho-de-santo. Na continuação da obrigação de bori conservam-se as mesmas etapas do aribibó, porém no bori há uma testemunha a quem chamamos de padrinho ou madrinha de cabeça, devendo-se total respeito ao padrinho, que deverá ser alguém com feitura, filho-de-santo pronto, pois é o padrinho ou madrinha que deverá ser procurado caso o afilhado necessite de orientação e o Babalorixá estiver impossibilitado de auxiliar o filho-de-santo.

Terminada as etapas da matança o borido é auxiliado a trocar de roupa e deita-se no chão mantendo-se o mais próximo de sua obrigação. Os animais sacrificados vão para a cozinha, onde são preparadas as inhélas (partes extremas e vitais das aves, fritas em óleo) que serão servidas aos orixás e com o restante do corpo das aves serão preparadas as refeições para alimentar o povo que permanecerá no Ilê durante o período de obrigação, ou então serem servidas durante a noite de Batuque.

A reclusão do filho de santo que está sendo borido varia de 03 a 04 dias em média. Durante este período o borido reduz ao máximo suas atividades e movimentos, permanecendo a maior parte do tempo deitado ao chão. Após o batuque e o término do período de reclusão levanta-se a obrigação e monta-se o bori: Faz-se uma cama de algodão dentro da manteigueira e põe-se a moeda ao centro rodeada pelos búzios.

Cobre-se com bastante mel. Agora o filho-de-santo tem o Bori (a mantegueira com os búzios e a quartinha cheia d'água), que ficará guardado no Quarto-de-Santo, numa prateleira coberto por cortinas, juntamente com os Boris dos demais filhos do terreiro, até que este filho se apronte e tenha seu próprio terreiro. O Bori é considerado a "cérebro" do indivíduo, portanto exige certos cuidados, não deve ser mexido, a quartinha deve estar sempre com água e deve ser reforçado de tempos em tempos com nova obrigação.

Há vários tipos de Bori:

Bori de Aves: quando são sacrificados galos ou galinhas da cor pertencente ao orixá de cabeça e para o orixá que rege o corpo da pessoa. É uma obrigação de iniciação para o filho-de-santo novo ou de reforço para o filho que fez bori e que precisa renovar sua força espiritual.

Bori de Meio Quatro-Pé: como é chamado vulgarmente, pois é considerado como preparação para o aprontamento, isto é, antecede o Bori de Quatro-pés. Esta obrigação é feita para filhos que já tenham feito bori de aves e também pode ser feito como reforço, para os que já são filhos prontos. É sacrificado um casal de galinhas d'angola se o filho-de-santo pertence a um orixá de frente, casal de marrecos se o filho-de-santo pertencer á Oxum ou Oxalá ou então, um casal de patos se for filho de Iemanjá. A feitura de um Bori de Meio Quatro-Pés, vai depender da necessidade do indivíduo e/ou da exigência de seu orixá, o que será verificado junto ao Babalorixá ou Yalorixá através do Ifá.

Bori de Quatro-Pés: considerado como apronte de cabeça, principalmente quando junto ao Bori ocorre o assentamento do Orixá de cabeça do filho-de-santo. Ocasião onde se consagra não somente o Bori, mas também os objetos místicos: as ferramentas e o ocutá onde será fixado o orixá e a guia delegum, guia com vários fios de contas que variam em número e cor de acordo com o axé do orixá. È sacrificado um animal de quatro patas de acordo com o orixá do indivíduo. A partir desta obrigação, aumentam as responsabilidades do filho-de-santo, assim como seu prestígio junto á sociedade batuqueira. O período de obrigação, em que o filho fica "preso" no Ilê é maior do que no Bori de Aves, variando de 06 até 20 dias ou mais, isto vai depender da situação e das regras dadas pelo Babalorixá.

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