EBÓ DE BARÁ 2014 -
Ano Regido pelo Orixá Xangô
Ano de segurança e proteção
Ver lista completa
Maiores informações ligue para:
(51) 33201250
Clique para JogarClique para Jogar

A Religião Africanista no Brasil

Os africanos trouxeram consigo as suas culturas originais e, junto a elas, todo um corpo de crenças e rituais religiosos. Atualmente as religiões africanas afirmam sua sobrevivência de maneira flagrante do norte até o sul do país. Tais religiões sobrevivem graças ao sincretismo entre elas próprias, entre elas e o catolicismo (religião dominante), e entre elas e o espiritismo. Esta mistura de crenças e rituais é tão evidente que já não dizemos no Brasil religiões "africanas" e sim religiões "afro-brasileiras".

O continente africano pode ser dividido em duas partes, cortando á altura do Golfo da Guiné. Dessa linha para cima, as culturas negras são chamadas sudanesas e desse paralelo para baixo, chamados de bantos.
Dos negros sudaneses, as culturas que mais pesaram no Brasil foram a nagô e a gêge, provenientes da Nigéria e do Daomé respectivamente. Coube à cultura nagô (iorubana) a hegemonia em todo o Brasil, de norte a Sul.

Já na África, essas e outras culturas influíam-se reciprocamente. Com o périplo africano realizado pelos navegadores portugueses, chegaram às costas africanas as "missões", as crenças e rituais cristãos, especialmente católicos, que deram origem ao sincretismo com os cultos negros.

Este fenômeno foi muito acentuado no Brasil, devido à promiscuidade das senzalas, onde negros de diversas culturas conviviam lado a lado, favorecendo o sincretismo entre as próprias religiões africanas trazidas para cá. Depois, por ser o catolicismo a religião oficial durante o período colonial e imperial (1500 a 1889), as manifestações exteriores das demais religiões, inclusive as práticas mais primitivas dos negros, foram comprimidas pela Igreja. Este fato veio a possibilitar aos negros a manutenção dos cultos e rituais que, por um mecanismo de defesa, avivaram cada vez mais, em extensão e profundidade, o sincretismo de suas crenças com as da Igreja, mascarando seus deuses com os nomes de santos católicos. Com tal subterfúgio respeitavam a lei, a Igreja, e continuavam cultuando seus deuses africanos.

Este processo de identificação entre os orixás (divindades) e os santos católicos foi facilitado objetivamente por semelhanças de "especialização", semelhan- ças "profissionais" entre eles. Tais como Xangô sincretizado com São Jerônimo, Iansã com Santa Bárbara, Ogum com São Jorge e assim por diante. Entre os sudaneses se cultuavam os orixás (entidades sobrenaturais, intermediários entre os homens e Olorun, o deus maior e superior a todos), já entre os bantos do Sul se veneram os espíritos ancestrais, de pessoas humanas que viveram efetivamente.

Em Benguela, Angola, sabe-se que existia o culto "orodere", semelhante ao chamado "espiritismo", por isso também foi fácil aos negros de origem banto amoldarem-se às práticas espíritas que se desenvolveram no Brasil. Dessa diferença entre os cultos sudaneses e bantos derivou uma diferença nas religiões afro-brasileiras. De um lado temos o Xangô em Pernambuco, o Candomblé na Bahia e o Batuque no Rio grande do Sul, todos eles com origem sudanesa, estas diversas designações são apenas rótulos regionais para um mesmo conteúdo.

De outro lado, por parte das culturas bantas a mercê de um grande sincretismo, nasceram todas as casas chamadas de "umbanda", criando no Brasil uma nova religião, nas quais são cultuados, além de orixás, espíritos ancestrais, os "espíritos-guias", assim denominados por influência espírita.

No Brasil as misturas se acentuaram juntou-se também, as tradições e as crenças dos nativos americanos, este sincretismo das religiões negras com elementos das culturas indígenas deu origem a um novo tipo de culto: o "candomblé de caboclo", onde são cultuados os orixás africanos juntamente com os deuses indígenas.

Nos cultos sudaneses são usados línguas africanas, principalmente o nagô e o gêge. Já nas casas de umbanda e caboclo, domina o português, misturado a palavras africanas e expressões em tupi.
A Religião Africanista no Brasil A influência negra no Rio Grande do Sul
Iniciação na Religião Essência e Estrutura do Batuque
Obrigações O Batuque Grande
Curiosidades Um príncipe negro morou em Porto Alegre
Homenagens Os Rituais Fúnebres Dentro da Religião Africanista
Umbanda    Quimbanda    Candomblé    Orixás
Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter.
SEGURAR MARIDO
Ter sempre dinheiro
FARTURA
| Rua Marista 441 | Bairro Partenon | CEP: 91520-120 | Porto Alegre / RS | BRASIL | Fone: (51) 81569830 ou 81484342 Medialine