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Sacrifício de Animais
Em nome de Alá
Tudo sobre o abate Halal e a conquista do mercado islâmico pelo frango brasileiro
Redação AI 09/04/2002 - O Oriente Médio foi um dos mercados importadores que mais cresceu no ano passado. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2001, 35% do total das exportações de carne de frango brasileira foram destinadas ao mercado muçulmano, o que significou um rendimento de US$ 414 milhões, representando um crescimento de 36% em relação aos valores obtidos durante o mesmo período do ano anterior.
Entre os países do Oriente Médio, a Arábia Saudita continua sendo o maior comprador mundial do produto brasileiro. No ano passado, as importações árabes renderam ao Brasil US$ 240 milhões, ou seja, 40% de tudo o que a Arábia importou do País. Completam a lista dos principais importadores do frango brasileiro no Oriente Médio os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Omã, Catar, Kuwait, Bahrein e Irã.
O islamismo, religião seguida pelos muçulmanos, impõe algumas restrições em relação à alimentação de seus adeptos. A doutrina divide os alimentos em três grupos distintos: os alimentos Halal, ou seja, permitidos; os Makruh, alimentos que podem ser consumidos, mas que não são encorajados a fazê-lo; e os alimentos proibidos, denominados Haram. Para os muçulmanos não é permitido comer carne suína e de animais carnívoros ou qualquer forma de sangue. Assim, o abate de frangos deve seguir rigorosamente os preceitos da religião islâmica.
"A religião islâmica é muito abrangente e, como não poderia deixar de ser, fala muito sobre a alimentação, especialmente sobre os alimentos de origem animal", explica Ali Ahmad Saifi, diretor do Centro de Divulgação do Islã na América Latina e presidente do Grupo de Abate Halal.
"Para se tornarem alimentos lícitos, ou seja, permitidos, o frango e outros animais devem ser abatidos de acordo com as diretrizes do islamismo".
Veja na próxima edição da revista Avicultura Industrial (no. 1099) todas as exigências do mercado islâmico para a produção e abate de frangos e as empresas brasileiras que se adequaram aos requisitos e hoje exportam toneladas de carne de frango ao Oriente Médio.
Perdigão recebe embaixadores do Oriente Médio
A Perdigão recebe hoje (1), na unidade de Rio Verde (GO), uma comitiva formada pelos embaixadores da Arábia Saudita, Anwar Abdulfattah Abd Rabbuh; do Kuwait, Hammod Al Roudhan; e dos Emirados Árabes Unidos, Saeed Hamad Aljunaibi. A empresa vai apresentar às autoridades o complexo agroindustrial que é considerado um dos maiores e mais modernos do mundo, e que, recentemente, iniciou o processo de abate Halal (que obedece às regras da religião muçulmana) e as exportações para o Oriente Médio.
No primeiro trimestre deste ano, mais de 23% do volume total das exportações da companhia seguiu para a região, que é o segundo maior mercado da Perdigão. O principal produto vendido é o frango inteiro tipo "griller", produzido pelas unidades de Rio Verde, Videira (SC), Capinzal (SC), Carambeí (PR) e Serafina Corrêa (RS).
O abate Halal é realizado nessas cinco plantas da companhia, com o acompanhado de um inspetor muçulmano praticante, que garante que o processo seja realizado de acordo com o que estabelece o Alcorão. Neste tipo de abate, o peito do frango deve estar voltado para a Meca e o corte, em formato de meia lua, feito por um instrumento afiado. Essa operação serve para provar que o abate é feito em obediência a Deus, o que periodicamente é conferido por um supervisor, também muçulmano, que visita todas as unidades habilitadas.
A Perdigão foi uma das pioneiras na exportação de frango para o Oriente Médio, com a primeira venda realizada para o Iraque, em 1975. Atualmente, as marcas da Empresa – Halal, Borella, Unef e Alnoor - tem forte participação na região. As operações para esse mercado são realizadas através de um escritório em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, inaugurado em abril de 2002.
Cruel ou crucial?
O governo inglês rejeitou o apelo para a proibição do abate de animais segundo os métodos halal e kosher, obrigatórios para os muçulmanos e para os judeus, respectivamente. Enquanto os activistas dos direitos dos animais consideram o processo cruel, as comunidades muçulmana e judaica contrapõem que regras ditadas pelos seus textos religiosos antigos não podem ser alteradas.
No ano passado, a Farm Animal Welfare Council (FAWC) referiu que o abate de animais sem os atordoar era causador de terríveis sofrimentos, mas as regras para a obtenção de carne halal e kosher dizem que os animais devem ser mortos com um único corte no pescoço e nada mais. O animal tem que estar vivo e de boa saúde antes do abate, segundo a Tora judaica e o Corão muçulmano.
A presidente da organização dos direitos dos animais, Judy MacCarthy-Clark, considera importante que o seu trabalho tenha, pelo menos, algumas alterações no tratamento dos animais, antes e durante o abate.
Apesar do governo ter excluído a possibilidade de proibir totalmente o corte da garganta sem atordoamento prévio, está ainda a analisar a possibilidade de atordoar os animais imediatamente após o golpe, colocando-os inconscientes. Já é significativo que o governo considere que existe dor e sofrimento, conclui.
Este aspecto da questão irritou a comunidade judaica. A Shechita UK tem tentado despertar a comunidade para o método humano e religioso judaico de abater animais para comida, conhecido por "shechita".
O seu presidente Henry Grunwald, considera que o governo não forneceu todos os dados ao público, mas a sua organização tenciona provar que esse tipo de abate é humano e não deve ser impedido. Os que se opõem ao método apenas o fazem devido a ignorância ou por má vontade para com os judeus, conclui.
O presidente da Halal Food Authority (HFA), Masood Khawaja, tem dúvidas quanto à sugestão de atordoar os animais após o corte. É vital para o Corão que o sangue do animal corra para fora do seu corpo segundo as suas convulsões naturais. O motivo porque tais regras são tão importantes é que o Corão proíbe os muçulmanos de comer carne já morta e sangue corrente, explica Khawaja.
Algumas pessoas olharam para estas regras e decidiram que o método muçulmano é cruel, mas se for usada uma faca afiada na garganta do animal, não existirá sofrimento. Os métodos muçulmano e judeu não podem ser alterados porque estão escritos nos livros sagrados.
MacCarthy-Clark refere que a FAWC compreende o facto de tais práticas fazerem parte da religião desses povos há milhares de anos, mas se estes eram os métodos mais humanos conhecidos na época em que foram escritos, muito tem mudado desde então.
Religião
Muitas religiões contêm leis alimentícias que se preocupam com a saúde do ser humano e com o sofrimento de animais. Algumas, até mesmo, incentivam o vegetarianismo. Abaixo seguem algumas leis alimentícias seguidas por judeus, muçulmanos, hinduístas e budistas.
No judaísmo , o código alimentar é denominado de leis de casher. Essas leis de grande importância religiosa estabelecem quais animais podem ser ingeridos e de que maneira eles devem ser abatidos e cozidos. As leis do casher proíbem o consumo de carne de porco, répteis, frutos do mar (ostras, camarões, lagosta) e não permitem a mistura de carne com laticínios. Para uma carne ser casher, o animal deve ser abatido de uma forma especificada pela lei judaica. O animal deve ser sacrificado com apenas um golpe para minimizar o seu sofrimento. Após o abate, algumas veias e partes do corpo do animal são removidas e seu sangue é totalmente drenado, pois seu consumo é rigidamente proibido pelo judaísmo.
As leis alimentícias do islamismo são semelhantes às leis de casher. Na religião muçulmana, as regras alimentares são chamadas de halal. Elas são tão similares às judaicas que os muçulmanos podem consumir alimentos casher caso não encontrem alimentos halal. (O inverso, porém, não é verdade. Judeus não podem consumir alimentos halal). Como no judaísmo, a lei islâmica estabelece que o abate deve ser feito de uma forma que o sofrimento do animal seja minimizado. O consumo de carne de animais que não tenham sido abatidos conforme as leis islâmicas é proibido. O consumo de carne de porco também não é permitido.
A religião hinduísta assegura a santidade de todos os animais e ensina que nenhuma vida deve ser destruída de forma violenta. As vacas são consideradas sagradas e o consumo de sua carne é extremamente proibido. A maioria dos hindus segue uma dieta vegetariana.
O budismo incentiva o vegetarianismo, mas o consumo de carnes e peixe é permitido. A religião afirma que o ser humano deve comer apenas o suficiente para seu sustento e proíbe os budistas de estarem envolvidos no processo de abatimento de animais. O fundador do budismo – o Buda – aconselhou os monges a evitar determinados tipos de carne: humanos, elefantes, cavalos, cachorros, cobras, leões, tigres, porcos-do-mato e hienas. A explicação dada para se evitar esses tipos de carne é que alguns animais atacam pessoas quando cheiram a carne morta de sua própria espécie.
Os animais
Grupo Espírita Bezerra de Menezes
Os animais tem alma? Existem animais no mundo espiritual?
Os animais possuem um princípio inteligente, diferente daquele que anima o homem. Mas não pensam, nem possuem o livre arbítrio, apenas instinto. Quando desencarnam, o princípio espiritual que o animou é reaproveitado em outro animal que vai nascer, quase que imediatamente, não existindo, portanto, animais no mundo espiritual, como comumente se lê em obras psicografadas.
Espíritos de animais, plantas e outras formas de vida, podem um dia chegar a condição de Espíritos humanos? No caso da resposta ser negativa, não seria uma forma de desigualdade Divina? Também gostaria de saber sobre os objetos materiais. Nunca evoluirão?
Tudo se encadeia na natureza e Deus não seria injusto impondo uma condição de inferioridade a determinadas formas espirituais. Os Espíritos superiores ensinam que a Criação se fundamenta em três princípios: Deus, Espírito e Matéria. A matéria é o meio onde o Espírito encontra condições para atingir a perfeição através das muitas encarnações. Todos os seres vivos são constituídos por um princípio espiritual que os animam. Este princípio espiritual um dia será um ser inteligente, dotado de vida moral e destinado a atingir o estado de angelitude. Quanto à matéria propriamente dita, ela também está sujeita ao processo de evolução conforme nos ensina a ciência terrena. Basta ver a situação física do planeta hoje e compará-lo ao que era há milhões de anos atrás. Mas é preciso considerar que o elemento material é apenas o instrumento de progresso do Espírito. Não se pode confundir nenhum desses princípios que são absolutamente distintos.
Nos livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, como também os livros da médium Ivone A. Pereira "Memórias de um Suicida", falam a respeito de animais que ajudam no plano espiritual. Onde está na Codificação de Allan Kardec o ponto ou resposta que diz não existirem animais no plano espiritual?
A resposta à sua pergunta está no Livro dos Médiuns, pergunta 283, sobre Evocações de animais, onde o Espírito de Verdade afirma textualmente que "no mundo dos Espíritos não há Espíritos errantes de animais, mas somente Espíritos humanos". Questionado por Allan Kardec sobre o fato de certas pessoas terem evocado animais e recebido respostas, ele responde: "Evoque um rochedo e ele responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a falar sobre tudo." Ainda encontrará precioso ensinamento sobre o assunto também no Livro dos Médiuns, questão 236, onde Erasto discorre sobre a suposta mediunidade dos animais e nos dá a clareza dos fatos. Busque também no Livro dos Espíritos, questão 600, onde os Espíritos Superiores deixam claro que o princípio que dá vida ao animal é utilizado quase que imediatamente para novas experiências na matéria, não sendo Espírito errante e não se pondo, obviamente, em relação com outras criaturas. Daí se conclui que as obras que divulgaram essas teorias estão em patente contradição com a Doutrina codificada por Allan Kardec.
Se os animais quase não existem do outro lado, se não têm alma e sim um princípio inteligente, se o princípio inteligente é reaproveitado em outro animal, como eles evoluem? Como se individualizam? Não se reconhecem instintos individuais?
Jamais se afirmou que o animal não tem alma. Se têm um princípio inteligente tem algo mais que a matéria e isso é a alma ou o Espírito. O Espírito dos animais são reaproveitados geralmente na mesma espécie, pois a natureza não dá saltos. Só depois de muitas encarnações numa mesma espécie o Espírito que anima o animal muda para uma outra espécie. São focos de inteligência já individualizados, embora mantenham-se cativos de um Espírito grupo, caracterizado pela própria espécie no mundo invisível. Os instintos fazem parte da individualidade, portanto os animais são individualidades também. Em cada espécie ele assimila determinadas características do futuro ser pensante. Necessário entender, porém, que o Espírito não precisa passar por todas as espécies existentes, para chegar à condição de ser humano.
Se o sofrimento com certas doenças significa às vezes problemas relacionados com vidas passadas, porque então alguns animais passam pelos mesmos problemas se eles não possuem Espírito?
Os animais possuem um princípio inteligente, portanto possuem Espírito, porém, numa fase evolutiva anterior à do homem. Quando ficam doentes, não sofrem no sentido em que normalmente se entende o sofrimento. No homem, o sofrimento funciona como um depurador de suas imperfeições, estimulando seu desenvolvimento moral. O animal não tem vida moral e por isso suas dores são apenas físicas. Claro, todas essas impressões positivas e negativas fazem parte das experiências que se acumulam para edificar o futuro ser pensante. Certamente não se está afirmando que o animal (a espécie física) de hoje será o homem de amanhã. Não. O Espírito que o anima, sim. Viaja nos caminhos da evolução em busca do reino dos seres que pensam.
Se obras psicografadas como as de André Luiz, entram em contradição com as obras de Allan Kardec, por exemplo, quanto à existência ou não de animais no mundo espiritual, que segurança temos da validade dessas obras? Será que toda essa literatura espírita sobre a vida no mundo espiritual (André Luiz, Luís Sérgio e outros) é um logro? Não sabemos mais do que no século XIX?
Não afirmou-se que as obras desses autores é logro. Mas existem algumas contradições com os ensinos dos Espíritos superiores. Por isso deve-se estudar e estudar muito. É a única forma de sabermos distinguir a verdade da impostura. A psicografia de Chico Xavier é de grande credibilidade, mas não incontestável, pois ele não é perfeito. Não devemos acreditar cegamente no que os Espíritos dizem sem um exame racional. É isso o que nos ensina Allan Kardec. Isso, no entanto, não invalida sua obra nem de outros médiuns idôneos. A gente só precisa saber o que é certo, para aproveitar o que é útil. Como diz Paulo de Tarso: analisa tudo, retenha o que é bom. Os Espíritos que se aborrecem quando são questionados são de natureza atrasada, segundo o ensinamento do Espírito de Verdade. Se tivermos que rever algum ponto onde se tenha dado uma interpretação errônea das idéias da Codificação o faremos sem o menor constrangimento, desde que seja para o restabelecimento da verdade que emana dos ensinamentos dos Espíritos superiores.
Nota: Veja a mensagem dos Espíritos sobre o assunto, recebida no Grupo Espírita Bezerra de Menezes e Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec.
O sacrifício de animais para acabar com o sofrimento de uma doença incurável ou para controle populacional é certo? Como o Espiritismo vê esta questão?
O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema.
Como podemos considerar a eutanásia nos animais? Sendo atribuído aos animais um princípio espiritual, que após a sua morte são utilizados quase que imediatamente, e não uma alma propriamente dita. Seria permitida então a eutanásia, em animais, em casos terminais?
A eutanásia nos animais não pode ser analisada da mesma forma como nos homens. O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema. A eutanásia segue o mesmo raciocínio, pois o sacrifício geralmente é para livrar o animal de um grande sofrimento.
Quando ficam doentes, os animais não sofrem no sentido em que normalmente se entende o sofrimento. No homem, o sofrimento funciona como um depurador de suas imperfeições, estimulando seu desenvolvimento moral. O animal não tem vida moral e por isso suas dores são apenas físicas. Claro, todas essas impressões positivas e negativas fazem parte das experiências que se acumulam para edificar o futuro ser pensante. Portanto, o sacrifício dos animais em fase terminal de doença não constitui uma infração à lei. Mas se esse ato, trouxer dor e remorso para quem o faz ou o autoriza, melhor não praticar e esperar a morte naturalmente.
Após a morte dos animais a alma irá habitar que plano? A morada dos Espíritos? Eles continuarão a ser os mesmos? A alma dos animais voltará ao todo? Seu dono quando desencarnar poderá vê-lo?
A vida dos animais não tem a mesma relevância que a vida dos homens. Eles não têm a compreensão das leis, portanto não estão sujeitos a ela com a mesma intensidade e responsabilidade dos homens. Quando morrem vão para os planos espirituais também, mas não para aprender, como fazem os homens, mas para uma breve parada, digamos assim, aguardando que seu princípio espiritual seja quase que imediatamente aproveitado em outros corpos de animais. O instinto de afeto que desenvolvem com seus donos é explicado pelo amor que recebem deles (dos donos) que faz com que neles se desenvolva um instinto, mas que não é um sentimento desenvolvido como nos homens. Basta ver que quando se separam de seus donos rapidamente esquecem seus "afetos" e se acostumam com outro. Se olharem novamente os antigos donos poderão ser estimulados neurologicamente e lembrar da antiga vida, mas isso nada tem a ver com laços verdadeiros de afeto existente entre os homens. As pessoas que se ligam exageradamente a animais geralmente tem grande dificuldade nas relações interpessoais. Os animais não se encontram na vida espiritual com seus donos, principalmente porque não se demoram por lá. O local onde estão é no plano espiritual mais próximo da Terra, nas colônias transitórias. Nos planos superiores da vida não se vê animais.
Por que se verifica entre os animais domésticos, uma variada diferença de sorte? Uns vivem na opulência e outros vagam pelas ruas em estado de miséria. Há algum tipo de débito reencarnatório?
Os animais se encontram numa fase primitiva da evolução. Possuem rudimentos da inteligência, mas não pensam. Como não possuem consciência de si mesmos, não estão sujeitos ao processo expiatório. A situação de abandono em que vivem alguns animais domésticos é reflexo da inferioridade moral das espécie humana. Dentre outras coisas, seria mais justo que o homem cuidasse melhor deles. Se observarmos os animais na natureza, longe dos lugares onde vivem os humanos, veremos que todos são tratados por Deus da mesma forma. Cada um deles vive a experiência orgânica de que necessita naquele estágio, tendo em vista caminharem para um grau mais elevado na hierarquia do Espírito. Recomendamos o estudo das questões 592 e 610 de O Livro dos Espíritos.
SACRIFÍCIO
Sacrifício é o teste máximo do evangelho. Significa dar ao Senhor qualquer coisa que Ele requeira de nós em matéria de tempo, bens terrenos e energia, para levar avante a Sua obra. O Senhor ordenou: "Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça" (Mateus 6:33). As pessoas têm sido sempre testadas para ver se colo-carão as coisas de Deus em primeiro lugar na vida.
O Sacrifício de Animais Era uma Ordenança do Evangelho
Desde o tempo de Adão e Eva até o tempo de Jesus Cristo, o povo do Senhor praticou a lei do sacrifício de animais (ver Moisés 5:5). Esta era uma ordenança do evangelho. Era ordenado ao povo que oferecesse em sacrifício os primogênitos de seus rebanhos. Esses animais deviam ser perfeitos, sem manchas. A ordenança foi dada para lembrar ao povo que Jesus Cristo, o primogênito do Pai, viria ao mundo. Ele seria perfeito de todas as formas e Se ofereceria como sacrifício pelos nossos pecados (ver Moisés 5:5-8).
Jesus veio e ofereceu-Se como sacrifício, exatamente como havia sido ensinado que Ele faria. Devido a esse sacrifício, todos serão salvos da morte física pela Ressurreição e todos poderão ser salvos dos seus pecados pela fé em Jesus Cristo (ver capítulo 12, "O Sacrifício Expiatório").
O sacrifício expiatório de Cristo marcou o fim dos sacrifícios de sangue, que foram substituídos pela ordenança do sacramento. A ordenança do sacramento também foi dada para lembrar-nos do grande sacrifício do Salvador. Devemos participar do sacramento com freqüência. Os emblemas do pão e da água nos lembram o corpo ferido e o sangue de Cristo, que Ele derramou por nós (ver capítulo 22, "O Sacramento").
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